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Operação internacional da PF e Interpol chega a seis estados do Brasil, incluindo o Pará

A operação investiga o tráfico pelo modo aéreo também na Europa e Ásia, com a utilização de “mulas”, que transportavam o entorpecente escondido em suas bagagens
Crédito: Ascom PF

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira, 12, a segunda fase da operação “Olossá”, que tem o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação sobre organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes em seis estados brasileiros, incluindo o Pará.

A operação investiga o tráfico pelo modo aéreo também na Europa e Ásia, com a utilização de “mulas”, que transportavam o entorpecente escondido em suas bagagens.

Uma mulher que mora em Ananindeua foi presa durante a operação. Segundo a PF, ela aliciava pessoas para transportar as drogas para fora do pais. Ela também já havia sido presa temporariamente em março na primeira fase da operação.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão nos Estados da Bahia (Salvador, Lauro de Freitas e Conceição do Coité), Sergipe, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina.

Entre os mandados de prisão, três estão sendo cumpridos no exterior, com o auxílio da Interpol, dois na Espanha e um na Tailândia. Os investigados irão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A investigação teve início em maio de 2019, a partir do aprofundamento de informações recebidas pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia.
Mala com drogas eram escondidas em bagagens para serem levadas à Europa foi apreendida durante operação em março deste ano — Foto: Polícia Federal

Mala com drogas eram escondidas em bagagens para serem levadas à Europa foi apreendida durante operação em março deste ano — Foto: Polícia Federal

Naquela ocasião, identificou-se que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as “mulas”, sendo ele o principal integrante da organização criminosa nessa função. Era ele, também, quem providenciava as passagens, documentos e dinheiro para o custeio da viagem.

Apurou-se que cada pessoa que realizava a viagem recebia em torno de R$ 20.000,00 no caso de êxito no transporte da droga, e cada transporte realizado poderia gerar um lucro para organização criminosa de quase meio milhão de reais.

Durante a investigação, dez pessoas foram presas em flagrante quando tentavam embarcar para o exterior com cocaína escondida em suas bagagens em aeroportos da Bahia, de São Paulo, de Pernambuco, do Ceará e do Paraná. Além delas, outras três pessoas foram presas quando efetuavam a entrega de malas já preparadas, com a droga escondida, para as “mulas”.

No dia 10 de março deste ano, foi deflagrada a primeira fase da operação sendo cumpridos quatro mandados de busca e cinco mandados de prisão nas cidades de Salvador e Ipiaú, na Bahia, e Ananindeua, no Pará.

A partir da análise do material apreendido na primeira fase, conseguiu-se identificar a liderança e integrantes do primeiro escalão da organização criminosa investigada, inclusive de pessoas que iniciaram como “mulas” e assumiram outros postos no esquema criminoso, mudando-se para o exterior para recepcionar os viajantes que chegavam do Brasil transportando a droga.

Fonte Portal Roma 

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