Header Ads




Responsabilizado pela tragédia em Beirute, governo do Líbano anuncia renúncia

Decisão surge depois da explosão matar pelo menos 158 pessoas, e cujas suspeitas de negligência por parte das autoridades desencadearem protestos ao longo do último fim de semana
Crédito: Agência Brasil

O governo do Líbano anunciou nesta segunda-feira, 10, a renúncia de todos os membros do gabinete que administra o país. Decisão surge menos de uma semana depois que uma grande explosão no porto de Beirute matou pelo menos 158 pessoas, e cujas suspeitas de negligência por parte das autoridades libanesas desencadearem protestos ao longo do último fim de semana.

"Estamos indo um passo para trás para ficar do lado do povo e lutar com eles a batalha da mudança. Nós queremos abrir a porta perante a salvação nacional para que todos os libaneses participem da criação desse projeto. É por isso que eu anuncio hoje a demissao deste gabinete. Que Deus proteja o Líbano", disse Hassan Diab, premiê do Líbano, em pronunciamento nesta segunda-deira.

O chefe da Saúde do Líbano, Hamad Hassan, anunciou ainda há pouco a renúncia de todos os ministros do governo, em razão da explosão que destruiu o porto de Beirute, na semana passada. Ontem, 9, os titulares do Meio Ambiente e da Informação apresentaram a demissão.

“Todo o governo renunciou”, disse Hamad. Ele ressaltou, que o primeiro-ministro, Hassan Diab, vai ao palácio presidencial para “entregar a renúncia em nome de todos os ministros”. O governo libanês foi formado em janeiro, com apoio do Hezbollah. Isso enfraquece ainda mais uma classe política responsabilizada pelas explosões mortais do porto de Beirute.

Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes protestam nas ruas da capital libanesa. "A renúncia de ministros não é suficiente. Eles devem ser responsabilizados", disse Michelle, uma jovem manifestante que perdeu uma amiga na explosão.

As explosões que deixaram quase 6 mil feridos foram provocadas por um incêndio no armazém onde 2.750 toneladas de nitrato de amônio estavam armazenadas há seis anos sem "medidas de prevenção", segundo admitiu o próprio Hassan Diab.

O presidente Michel Aoun, cada vez mais contestado, tinha ainda rejeitado uma investigação internacional.

Fonte: CNN e G1

Nenhum comentário