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Sintepp ameaça resistir com greve à retomada das aulas presenciais e diz que acionará justiça contra governo

Para o sindicato, enquanto não tiver vacina, não condições de segurança para o retorno, já que as escolas não possuem estrutura para receber comunidade escolar

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Pará (Sintepp) afirmou que resistirá com indicativo de greve à retomada das aulas presenciais nas escolas, anunciada pelo governo do Pará. Segundo comitê da Secretaria de Saúde (Sespa), a pasta da Educação (Seduc) divulgará, após avaliação, calendário específico destinado às unidades estaduais.

Em nota divulgada na quinta-feira, 27, após reunião com a Seduc, o sindicato diz ainda que acionará a justiça para que o governador responda civil e criminalmente pelos “inevitáveis casos de contaminação no ambiente escolar”. A entidade cita exemplos de retomada do Amazonas e Rio de Janeiro, que, segundo ela, desaconselha a medida.

Para o Sintepp, enquanto não tiver vacina, não condições de segurança para o retorno, já que as escolas não possuem estrutura para receber comunidade escolar. O sindicato informa ainda que a categoria não foi ouvida e denuncia assédio cometido por gestores, pressionando por reuniões presenciais, com ameaças, inclusive, de lançamento de falta.

De acordo com o Sintepp, na reunião com a Seduc, a secretária afirmou a perspectiva de volta dos terceiros anos de maneira remota e, posteriormente, presencial, com o argumento de mitigar os prejuízos desses estudantes na preparação do vestibular. Ela também teria reconhecido que, para as demais séries, não há perspectivas de retorno.

O Sintepp enumerou exigências para a retomada com segurança:

A. Diminuição contínua e sustentável da curva de contaminação no Pará e no Brasil;

B. Testagem de trabalhadores/as em educação e estudantes para fazer melhor mapeamento de casos e diagnóstico epidemiológico;

C. Adequação e melhoria das condições dos espaços escolares com vistas às garantir a sanitarização contínua dos mesmos. (lavatórios de mãos, ventilação, limpeza permanente dos espaços;

D. Distribuição de EPI’s para todos/as trabalhadores/as em educação e estudantes, garantia de álcool em gel, sabão, papel, materiais individuais (copos, pratos, talheres..);

E. Redução do número de alunos/as por sala de aula com vistas a se manter o distanciamento indicado pelas autoridades;

F. Suporte social e psicológico para trabalhadores/as em educação e estudantes (acolhimento e acompanhamento);

G. Replanejamento de conteúdos, que passa pela oitiva de professores/as por suas direções e corpo técnico, das direções com as USES e URES, e dessas com a SAEN/SEDUC, para a adaptação ao novo calendário;

H. Envolvimento da comunidade escolar ao máximo no debate do retorno às atividades;

I. Direcionamento de recursos do socorro federal para a preparação, estruturação e custeio nas escolas;

J. Garantia da lotação dos/as professores/as.


Fonte Roma News 

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