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Deputados da bancada tucana se utilizaram da votação secreta para ajudar a derrotar Simão Jatene na Alepa

Ana Cunha, Cilene Couto, Victor Dias e Luth Rebelo compõem a bancada do PSDB
Ana Cunha, Cilene Couto, Luth Rebelo e Victor Dias - Crédito: Reprodução - Alepa

Numa trama para se manterem na base aliada do poder, a bancada tucana composta por quatro parlamentares na Assembleia Legislativa teriam votado a favor da reprovação da prestação de contas de 2018 do ex-governador Simão Jatene (PSDB).

Deputadas de vários mandatos na Alepa, Ana Cunha e Cilene Couto e os neófitos no parlamento estadual, Victor Dias e Luth Rebelo teriam se reunido com o governador Helder Barbalho (MDB), orquestrador da votação para reprovar as contas de Jatene, mesmo depois da aprovação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

As duas parlamentares foram vistas saindo escondidas pelos fundos da Alepa, com medo de encarar a turma de apoiadores de Simão Jatene, que o acompanhou ao parlamento, onde usou a tribuna por quase duas horas na tentativa de reverter o parecer que rejeitou sua prestação de contas na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Alepa, assinado pelo deputado do MDB, Wanderlan Quaresma.

A sessão durou cerca de 5 horas e a votação secreta acabou com placar de 34 votos pela rejeição e seis favoráveis à aprovação da prestação de contas de Simão Jatene.

Os deputados Eliel Faustino (DEM), Heloísa Aguiar (DEM), Toni Cunha (PTB), Delegado Caveira (PP) e Thiago Araújo (Cidadania) declararam seus votos pela aprovação das contas na tribuna. O sexto deputado não assumiu o voto, mas o grupo afirma que Orlando Lobato (PMN) seria o voto 6.

A sala da imprensa, onde os jornalistas cobrem as sessões, foi tomada por policiais militares, que ocuparam os locais onde os repórteres sentam para escrever os fatos que ocorrem na sessão. As galerias populares também foram fechadas, impedindo as pessoas que queriam acompanhar a sessão de entrar na Alepa. O grupo se manteve na porta do parlamento.



Além disso, a TV Alepa, que cobre todas as sessões, foi retirada do ar várias vezes, quando os deputados contrários à rejeição se pronunciavam. Inclusive, na hora em que o ex-governador Simão Jatene começou a fazer sua defesa da tribuna.

Jatene falou por quase 2 horas, explicou sobre metas fiscais, déficit e superávit fiscal e enfatizou a aprovação de sua prestação de contas de 2018 pelo TCE. Porém, seu pronunciamento foi quase que totalmente cortado da transmissão ao vivo.

Mas, a leitura do parecer do relator do projeto foi totalmente transmitido pela TV e rádio Alepa, numa clara demonstração da trama que foi orquestrada no parlamento estadual nesta terça-feira.

Fonte Roma News 

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