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Fome ainda atinge mais de 1,4 milhão de famílias no Pará, diz IBGE

Apenas 38,8% da população paraense gozava de segurança alimentar, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, 17
Crédito: Agência Pará

Dados revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que mais de 60% de famílias paraenses estão vivendo grave nível de insegurança alimentar. Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, que revela um perfil da segurança alimentar das famílias brasileiras.

Segundo o IBGE, na região Norte, 57% das famílias encontravam-se em situação de insegurança alimentar, na época da pesquisa. Dessas, 10,2% sobreviviam em estado de insegurança alimentar considerada “grave”, em que a fome não poupa nem mesmo as crianças das famílias pesquisadas. Só no Pará, mais de 1,4 milhão de famílias enfrentavam algum nível de insegurança alimentar em seu cotidiano, sendo 258 mil classificadas no último nível de gravidade.

De acordo com os dados do instituto, o Pará gozava de segurança alimentar apenas 38,8% da população (910 mil famílias), restando 61,2% das famílias paraenses (1.437 milhão de famílias) vivendo em algum nível de insegurança alimentar. Desses, 34,1% (800 mil famílias) foram classificados no nível leve; 16,1% (379 mil famílias) no nível moderado; e 11% (258 mil famílias) viviam em situação grave.

A insegurança alimentar grave é mais preocupante no Norte do país, onde 10,2% das famílias viviam nessa condição à época da pesquisa. Em seguida, Nordeste (7,1%), Centro-oeste (4,7%), Sudeste (2,9%) e o Sul (2,2%). Entre as 57% de famílias do Norte consideradas em insegurança alimentar, 31,8% eram de nível leve, 15% de nível moderado (além dos 10,2% de nível grave).

Entre os estados da região Norte, o que alcançou os maiores percentuais de sua população vivendo em segurança alimentar foi Rondônia (63,7%), seguido de Roraima (60,4%), Tocantins (54,4%), Acre (41,3%) e Amapá (40,6%). O Pará ficou em sexto lugar (38,8%), à frente apenas do Amazonas (34,5%).

Essa é a primeira vez que a POF oferece dados de acordo com a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA).

Fonte: IBGE

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