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Uma campanha sem corpo a corpo

Campanhas eleitorais com multidões nas ruas não são recomendadas nestas eleições (Fotos: Divulgação)

SANTARÉM – Corpo a corpo é um termo usado pelos políticos para definir a campanha nas ruas, quando os engravatados saem de seus gabinetes sem o terno e a gravata e se metem no meio do povo – geralmente esse “povo” é formado por uma claque paga para fazer volume nas caminhadas pelos bairros.

Nesse corpo a corpo, aperto de mão, abraços, carregar criança no colo e tirar fotos coladinho com o eleitor fazem parte do script.

Mas as caminhadas embaladas pelo som dos jingles de campanha, com o candidato principal e os secundários distribuindo beijos e acenando para quem está nas portas e janelas não devem ocorrer neste ano; pelo menos não é recomendado nestes tempos de pandemia.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Roberto Barroso, em pronunciamento no sábado, já alertou para o tipo de comportamento que o candidato deve ter nesta campanha eleitoral.

Até os chamados “santinhos” estão desaconselhados. O presidente do TSE foi taxativo: “Reuniões devem ser feitas em lugares abertos e deve-se evitar a distribuição de impressos”.

As reuniões incluem comícios, que também devem ser evitados por serem um dos maiores geradores de aglomeração de pessoas.

O material impresso, na visão do TSE, pode contribuir para a disseminação do vírus da Covid-19, uma vez que ele pode ter passado por várias mãos entes de chegar às mãos do eleitor.

Por isso, o TSE orienta que o pessoal que trabalha na campanha dos candidatos adote todas as medidas de segurança para evitar se contaminar e contaminar os outros.

O eleitor, por sua vez, precisa ficar atento para ver quem está preocupado com a saúde da população e quem está apenas em busca de voto a qualquer custo. Esse segundo tipo de candidato não deve merecer o seu voto.

Por Portal Amazonas Atual 

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