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Candidatos recebem auxílio emergencial e doam dinheiro para a própria campanha política


 Crédito: Agência Brasil 

De acordo com dados já disponíveis de prestação de contas eleitorais com as folhas de pagamento do benefício social, pelo menos uma dezena de candidatos a vereador de São Paulo e Rio de Janeiro doaram dinheiro para suas próprias campanhas eleitorais.

Os dados também apontam que os políticos também receberam o auxílio emergencial pago pelo governo federal a prejudicados pela pandemia do novo coronavírus.

Nesta última quarta-feira, 29, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que o Ministério da Cidadania e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) revisem os pagamentos do auxílio emergencial, Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada) a candidatos que declararam patrimônio acima de R$ 300 mil. Para o órgão, há indícios de irregularidades na concessão dos benefícios.

Pesquisa do próprio tribunal apontou que 10.724 candidatos que declararam ter mais de R$ 300 mil em bens receberam o auxílio emergencial. Desses, 1.320 têm mais de R$ 1 milhão de patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Não há ilegalidade no fato de um candidato ser doador de sua própria campanha e ao mesmo tempo beneficiário de programa social, segundo especialistas. O auxílio emergencial é destinado a trabalhadores sem carteira assinada e desempregados. Para ter direito ao benefício, é necessário possuir rendimentos de até R$ 28.559,70 em 2018 e 2019, ter no máximo de R$ 300 mil em bens e ter renda familiar de até R$ 3.135.


Fonte: Uol

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