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PRF apreende oito galos usados em rinha durante fiscalização na BR-230

Crédito: PRF

A Polícia Rodoviária Federal divulgou nesta quinta-feira, 8, ação realizada no último sábado, dia 3, onde oito galos, da espécie índio, de aproximadamente um ano de idade, aparentemente utilizados para rinhas ilegais, foram apreendidos dentro de um veículo abordado no Km 645, da BR 230, em Altamira, interior do Pará. O condutor foi questionado sobre a Guia de trânsito animal/GTA para o transporte, o mesmo informou que nunca utilizou a documentação ambiental.

A equipe identificou que os animais apresentavam sinais de maus tratos. visto que as penas da parte traseira de todos os galos foram arrancadas, as esporas de todos foram cortadas, e além disso, alguns com ferimentos na dorsal. As aves eram transportadas em capas de tecido ajustadas ao corpo, com capuz, impedindo seus movimentos.
Em consulta, a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) retornou a informação de que o veículo não estava licenciado, sendo, então, removido ao pátio da unidade operacional da PRF, após emissão de Auto de Infração.

O condutor confessou a prática de rinha de galos, e que mantém criadouro de galos índios gigantes em Medicilândia, com esta finalidade, e que participam de eventos em Altamira e região. O homem informou ainda “não concordar que esta atividade ilegal traga algum desconforto, tampouco prejuízo ao meio ambiente, pois, segundo ele, são animais de estima e tratados com humanidade, e ainda disse que se trata de uma diversão saudável, um esporte, e que respeita seus animais”.

O condutor foi enquadrado como autor de Maus Tratos aos Animais, com suporte no Artigo 32 da Lei 9.605/1998 por transportar espécime da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente, e foi liberado após assinatura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

A obtenção ou transporte de qualquer espécime silvestre está sujeita a autorização prévia do IBAMA e quem desobedecer este preceito estará sujeito às penas previstas em lei, que vão desde prestação de serviços à comunidade até recolhimento domiciliar, conforme a gravidade de cada caso.

Os animais foram encaminhados à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará Adepará).

Por Roma News 

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