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Residencial Moaçara – após quase uma década nenhuma unidade foi entregue à população

No ano de 2010 Santarém recebeu a notícia de que seria agraciada com unidades do programa “Minha casa, Minha vida”, do Governo Federal. Uma década depois, as obras sequer estão terminadas e a população ainda aguarda ansiosamente pelas 1.408 unidades prometidas.

Com o abandono podemos ver as consequências de todo esse descaso que já perdura por tanto tempo. Grande parte da cerca protetora, feita de tapumes, já caiu. Há uma enorme “casa” de cupins atrelada ao deveria ser a caixa-d’água do conjunto habitacional. A quantidade de lixo espalhada pelos arredores assusta e, além disso, vidros quebrados indicam a presença de desordeiros no local, que sem vigilância está se deteriorando.

Implementado através da lei Nº 11.977, de 07 de julho de 2009, o programa “Minha casa, Minha vida” prioriza o atendimento “às famílias residentes em áreas de risco, insalubres, que tenham sido desabrigadas ou que perderam a moradia em razão de enchente, alagamento, transbordamento ou em decorrência de qualquer desastre natural do gênero, às famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar e às famílias de que façam parte pessoas com deficiência, além de famílias com renda mensal de até R$ 4.650,00 (quatro mil, seiscentos e cinquenta reais) – (Art. 3o). Criado para amenizar o déficit habitacional da população, em Santarém a obra segue como uma grande “elefante branco” no meio da cidade.

Obviamente a quantidade de residências oferecidas não é suficiente para todos aqueles que necessitam de um lugar para morar, contudo já ajudariam pelo menos algumas famílias que, sem ter onde viver, acabam por se juntar as estatísticas daqueles que precisam invadir terrenos. Como sabemos, essa prática vem crescendo ao longo dos anos e gera muitos transtornos ambientais e financeiros.

Sobre o referido residencial, tentamos buscar atualizações sobre o andamento do projeto. Em contato com o presidente da Associação de Moradores do Aeroporto Velho (no qual o residencial está localizado) Francisco Barbosa, mais conhecido por Chiquinho do Aeroporto, recebemos a resposta de que “estamos até agora sem nenhum parecer. Estamos aguardando inclusive, pois disseram que a caixa econômica ainda chamaria esse ano, mas até agora não se manifestaram”. Em comunicação com o TTS (Trabalho Técnico Social) recebemos a informação de que não há nada de novo. Segundo a coordenadora, Euna Vasconcelos, ainda não há nenhuma posição oficial sobre a retomada da obra, e o órgão também está aguardando um posicionamento da Caixa Econômica Federal.

A construção do Residencial Moaçara foi abandonada em 2018 pela construtora espanhola Tragsa, a última assumi-la. E, enquanto esperamos por uma ação do Governo, no que tange a obra, assistimos nosso dinheiro escorrendo pelo ralo junto com as janelas quebradas e sonhos que ainda insistem em esperar.

Por: Thays Cunha

RG 15 / O Impacto

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