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TSE toma medidas para evitar novos problemas no segundo turno da eleição

Segundo o TSE, providências estão sendo tomadas para evitar incidentes semelhantes aos que ocorreram na primeiro turno
Atraso na divulgação dos resultados das urnas, instabilidade no e-Título e ataque cibernético no dia do primeiro turno das eleições municipais de 2020, provocaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a tomar novas providencias para evitar transtornos no segundo turno do pleito municipal. Este foi o primeiro ano em que todos os votos foram somados na sede do TSE, em Brasília, por um supercomputador.

Anteriormente, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada estado totalizava os votos e encaminhava ao Tribunal central. A alteração ocorreu por orientação da Polícia Federal, que, em relatório, disse que o método seria mais seguro. Nessa época, os resultados costumavam a sair logo após o fechamento das urnas, agora, foram conhecidos apenas no fim da noite do domingo, 15.

Segundo o TSE, a demora na divulgação dos resultados ocorreu por uma série de fatores. Por causa da pandemia, o equipamento para totalização foi entregue com atraso e só foram feitos dois dos cinco testes planejados. Com isso, a máquina não estava programada para a quantidade de votos que foram inseridos de uma só vez no sistema.

O TSE, por meio de nota técnica, disse que o sistema já foi calibrado para processar um volume maior de informações de maneira ágil. "Equipes técnicas do TSE e da Oracle entendem que a falha no plano de execução no primeiro turno não se repetirá no segundo turno".

"No entanto, até o dia 29 de novembro, toda a equipe está focada na definição de providências para evitar incidentes semelhantes na apuração e totalização dos resultados do segundo turno".

Além do problema no software, houve outro no hardware do supercomputador do TSE. Um dos oito núcleos de processamento parou de funcionar no meio do processo de apuração, mas, segundo o Tribunal, isso não afetou de forma direta a contagem. Na nota, eles dizem que a equipe supôs que essa falha fosse o motivo da demora e dedicou todo o esforço para recuperar a peça. Isso teria atrasado a identificação do real problema.

O primeiro turno também foi o primeiro teste das novas funcionalidades do aplicativo e-Título, que, além de identificar o eleitor na hora da votação, poderia mostrar qual é o local do voto e justificar ausências. No entanto, o termo "e-Título" ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais, em função da instabilidade do sistema. Muitos usuários não conseguiam completar operações.

Sobre os ataques cibernéticos no dia do primeiro turno, o TSE disse ter sofrido uma tentativa de ataque DdoS — em que hackers sobrecarregam um domínio com múltiplos acessos simultâneos para tentar derrubar o sistema. Em apuração, a equipe descobriu que as tentativas partiram de servidores no Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia. Entretanto, no mesmo dia, Barroso informou que a ação foi neutralizada pela equipe da Corte e por operadoras de telefonia.

Fonte: CNN/ Roma News 

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