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PIB do Brasil cresce no terceiro trimestre, mas alta não é suficiente para reverter as perdas da pandemia


Crédito: Agência Brasil 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 3, dados que apontam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, confirmando a saída do país da chamada "recessão técnica".

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia

A notícia é positiva, pois a economia brasileira reverteu parte das perdas com a fase mais aguda da pandemia de coronavírus, mas ainda sim foi insuficiente para compensar o colapso do PIB no 1º trimestre (-1,5) e no 2º trimestre (-9,6%), e reverter a crise que provocou um novo recorde de desemprego.

O forte avanço da economia entre os meses de julho e setembro está diretamente relacionado com a base mais fraca de comparação, devido ao tombo histórico registrado entre abril e junho, que foi revisado para uma queda de 9,6%, ante leitura inicial de retração de 9,7%.

O crescimento de 7,7% no 3º trimestre, porém, é o maior já registrado desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, a maior taxa tinha sido a do 3º trimestre de 1996 (4,3%). Em valores correntes, o PIB do segundo trimestre totalizou R$ 1,891 trilhão.

Já em relação ao 3º trimestre de 2019, PIB registrou uma queda de 3,9%, a terceira retração seguida nessa base de comparação. No acumulado dos quatro trimestres terminados em setembro, houve queda de 3,4% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados no 1º e 2º trimestres deste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada de acordo com os números do IBGE.

A expectativa do mercado era de um crescimento de 8,8% em relação ao trimestre anterior, segundo a mediana das estimativas levantadas pelo Valor Econômico junto a consultorias e instituições financeiras.

Fonte: G1

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