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Construção civil contrata mais de nove mil trabalhadores no Pará em 2020


Crédito: Marcelo Seabra/Agência Pará

O setor da construção civil no estado do Pará contratou mais de nove mil trabalhadores durante o ano de 2020. O dado foi fornecido pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Segundo as informações, que estão atualizadas até novembro de 2020, o quantitativo de postos de trabalho formais preenchidos no estado foi de 9.818. Isso demostra que, mesmo em um período de crise e recessão econômica, o setor continuou em crescimento de emprego e renda para a região.

“O setor da construção realizou um pacto de forças em prol da segurança dos trabalhadores, com extremo rigor aos protocolos das organizações de saúde. Isto fez com que as obras não parassem - com exceção de algumas obras caracterizadas como não essenciais, paralisadas durante o período de “lockdown”- e mantivessem seus funcionários. Após a retomada, todos os canteiros já estavam prontos novamente para receber seus trabalhadores o que gerou um saldo de emprego formal muito maior do que esperávamos”, avaliou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) Alex Carvalho.

De acordo com o levantamento, 2020 fechou com o melhor resultado em cinco anos de comparação. Em 2019, por exemplo, o número de demissões foi superior ao de contratação, o que gerou um saldo negativo de 618 postos de trabalho. Aliado ao crescimento do saldo de empregos, está o demonstrativo fornecido pelo 10° Censo Imobiliário de Belém e Ananindeua, que apresenta melhoria de mais de 200% em relação a lançamentos imobiliários habitacionais no último trimestre de 2020. No entanto, o valor é pequeno, considerando o esperado.

O quantitativo de vendas também cresceu no último trimestre de 2020, em comparação com o segundo trimestre do ano, houve um aumento de 143%. Ao todo, foram vendidas mais de 700 unidades habitacionais. Segundo o presidente do Sinduscon-PA, esses percentuais poderiam ser mais expressivos se os processos de aprovação de obras fossem mais céleres. Além disso, a burocratização retarda o andamento das obras e, dessa forma, as contratações de trabalhadores. “Estes números demonstram um potencial estrondoso de crescimento da indústria, porém, nós temos um mercado ainda muito reprimido que carece de modernização. Precisamos de mais celeridade para a aprovação de obras e um olhar mais dinâmico da gestão pública para liberação de alvarás e licenças, o que possibilitará maior número de contratações e geração de impostos para a região”, comentou Alex.

Para 2021, a expectativa é que o setor continue em crescente. “2021 é um ano de consolidação desses números, com muitos postos de trabalhos com responsabilidade, transparência e ocorrerá com diálogo franco e proativo em benefício de toda a sociedade”, concluiu Alex Carvalho. Os dados de geração de emprego apresentados são referentes até o mês de novembro de 2020, o que indica que o setor da construção civil, apenas no Pará, promoveu mais 10 mil empregos ao longo dos últimos 12 meses.

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