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Faro, no Oeste do Pará, tem oito pacientes na fila por UTI e nenhuma resposta


Em Nova Maracanã, distrito de Faro, pacientes são atendidos em leitos improvisados com cadeiras - Crédito: Reprodução/Whatsapp

Após seis mortes confirmadas nas últimas 24 horas, o município de Faro, na região Oeste do Pará, clama por ajuda para transferir oito pacientes que necessitam com urgência de leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Localizado na região do Baixo-Amazonas, o município de apenas 12 mil habitantes viu os casos de covid-19 dispararem entre o final de 2020 e o início de 2021. A administração atual reclama que herdou uma Saúde abandonada.

De acordo com Thiago Azevedo, secretário municipal, a prefeitura teria sido entregue totalmente esvaziada. Não se sabe o que foi feito com os quase R$ 2 milhões destinados para os tratamentos da covid-19 no município. Na Unidade Básica de Saúde foram encontrados 11 cilindros de oxigênio, medicamentos e testes para detecção do coronavírus com data de validade vencidos.

O secretário diz que a situação foi detalhadamente exposta a Henderson Lira Pinto, secretário Regional de Governo de Helder Barbalho (MDB), que tem recebido no Hospital de Campanha no Hangar, em Belém, pacientes de covid-19 oriundos do Amazonas. O estado vizinho também vive um colapso na Saúde por conta do aumento de casos de covid-19.

Apesar da promessa de "agilizar" o socorro ao município, segundo Azevedo, até agora nada foi feito. Sem acesso às contas da Prefeitura, o município precisou comprar fiado cilindros de oxigênio para atender a demanda dos hospitais. “Em momento algum foi oferecida ajuda. Mesmo diante da situação de calamidade nenhum paciente foi transferido, nenhuma doação de material foi feita”, relatou o secretário, que diz ter conseguido ajuda apenas para comprar os cilindros, cuja aquisição tem se tornado difícil na região.

Na segunda-feira, 18, o governador divulgou em sua conta no Twitter o envio de cilindros do oxigênio para Santarém, de onde deveriam ser enviados para outros quatro municípios da região, incluindo Faro.

Procurada pela reportagem do Portal Roma News, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) disse, por meio de nota, que duas empresas são responsáveis pelo fornecimento de oxigênio ao estado, a White Martins e a Air Líquid. Ainda segundo a Sespa, somente a empresa White Martins produz atualmente 58 mil metros cúbicos de oxigênio por dia, quantidade suficiente para o abastecimento de todo o estado.

A Secretaria também afirmou que é responsabilidade das secretarias municipais a manutenção de contratos e a aquisição do produto para abastecimento local.


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