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Governadores pedem que governo federal compre ou libere a compra de 54 milhões de doses da Coronavac

Estados querem também autorização para adquirir os imunizantes caso o governo federal não feche um acordo
Crédito: Marcos Corrêa/PR

Em ofício encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, governadores solicitaram a compra das 54 milhões de doses da vacina Coronavac com produção prevista pelo Instituto Butantan nos próximos meses. Não há, ainda, negociação para aquisição.

O pedido foi feito em nome do Fórum Nacional de Governadores e assinado pelo seu presidente, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). O ofício destaca que a compra permitiria aos estados melhor planejamento na vacinação.

“A esse respeito, solicito ao Governo Federal celebração de contrato de compra firme do total de vacinas produzidas pelo Instituto Butantan, assim como o estabelecimento de acordo visando à apresentação do cronograma para a entrega das próximas doses, o que possibilitaria aos estados e municípios maior capacidade de planejamento na vacinação”, diz trecho do documento.

Em outro momento, os governadores ainda solicitam liberação para que os estados possam comprar o imunizante diretamente caso o governo não feche o acordo.

Em uma publicação em suas redes sociais, Dias afirmou que caso o Ministério da Saúde não adquira as doses, ele o fará para o estado do Piauí.

“Não podemos banalizar esta doença séria que tem tirado a vida de brasileiros e brasileiras. Nós temos um objetivo que é imunizar todos os piauienses e vamos cumprir”, escreveu.

Até o momento, o Ministério da Saúde fechou contrato de aquisição de 46 milhões de doses da Coronavac, mas já estava prevista a possibilidade de aderir as 54 milhões de doses adicionais.

O documento também pediu autorização ao governo federal para liberar as vacinas reservadas para a segunda dose.

“Além disso, solicito autorização do Ministério da Saúde para utilização das vacinas que, já disponibilizadas, se encontram reservadas para a segunda dose, a fim de ampliar as condições de atender toda a demanda programada para o público prioritário”, destaca outro trecho.

A justificativa é que a ampliação do público imunizado ajudaria a frear a transmissão da covid-19 e desafogar UTIs. Os estudos de testes da Coronavac, no entanto, usaram 28 dias como prazo máximo entre as duas doses para garantir a imunidade da vacina.

Com informações do UOL

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