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Novo salário mínimo pode injetar quase 50 mi por mês na economia paraense, projeta Dieese

O valor deverá entrar no bolso do trabalhador no final deste mês e começo de fevereiro
Crédito: Marcelo Camargo / Ag. Brasil

Desde a última sexta-feira, 1, passou a vigorar em todo Brasil o novo salário mínimo. Apesar do reajuste de 5,26% em relação a dezembro do ano passado, o valor só deverá entrar no bolso do trabalhador no final deste mês e começo de fevereiro, quando colaboradores ativos e aposentados receberão seus salários e benefícios referentes ao mês de janeiro.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), cerca de R$1,1 bilhão de reais devem entrar na economia da região Norte, envolvendo os sete estados, alcançando aproximadamente 1,6 milhões de pessoas. A partir de janeiro até dezembro deste ano, o órgão estipula que mais da metade (55,00%), aproximadamente R$624 milhões, serão injetados na economia do Estado do Pará, uma média de cerca de R$48 milhões por mês, alcançando aproximadamente 900 mil pessoas.

No Pará, o levantamento revelou que um total de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas que trabalham ativamente, quase 30,00%, cerca de 900 mil, recebem como remuneração máxima um salário mínimo. De acordo com o Dieese, mesmo com a elevação no valor, o trabalhador deverá continuar comprando pouca coisa.

Em novembro do ano passado, a cesta básica dos paraenses custou R$486,50 e comprometeu na aquisição aproximadamente 50,33% do salário mínimo de R$1.042,00, conforme o estudo das informações divulgadas pelo departamento. Com o novo mínimo de R$1.100,00, o impacto deverá diminuir um pouco, mas não o bastante.

Para atender as necessidades dos trabalhadores com habitação, vestuário, transporte, educação, alimentação e lazer, o Dieese estipula que o salário deveria ser, hoje, em torno de R$5.289,53 bem longe, portanto do valor do novo salário mínimo.

Fonte Roma News 

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