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Aumento no preço do gás de cozinha afeta os negócios no ramo da alimentação


Crédito: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação

A alta no preço dos combustíveis, não têm incomodado somente a motoristas por conta da gasolina, mas também aos donos de negócios no ramo da alimentação por conta do consumo do gás de cozinha, cujo preço sofreu um reajuste de 5,0 % neste início de ano.

Segundo último balanço divulgado pelo Dieese-PA, o preço do botijão de 13 kg, comercializado no estado ainda está entre os mais caros do país e varia de R$ 90 a R$100, na Região Metropolitana de Belém. Em outras regiões do estado o valor pode ficar acima de R$100.

O aumento vem sendo sentido pelo consumidor em geral, mas é ainda maior para aqueles que utilizam no mínimo 10 botijões por mês. Esse é o caso do Allan Tavares, dono de uma pizzaria no bairro da Pratinha, ele não faz uso do forno a lenha, mas a situação do preço do gás já fez o empreendedor repensar sobre o assunto.

“Esse aumento afetou muito a todos nós e repassar ao cliente e difícil. Muitos entendem, muitos não. Tive até uma queda de lucro por esse motivo pois não aumentei o valor dos meus produtos, mas continuo com meu gasto de gás. Já estou pretendendo passar para o forno de esteira que é elétrico”, disse o rapaz.

Trabalhando com delivery de comidas típicas ao lado da mãe, diferente do Allan, a cozinheira Vanessa Santos não encontrou alternativa a não ser repassar o custo ao cliente. Ela conta que costumava comprar o botijão de gás por R$ 75, mas nesta terça-feira, 23, pagou R$ 93.

“Nós vendemos comidas típicas todos os dias, e esse aumento nos afetou bastante, inclusive tivemos que aumentar o nosso preço, porque a cada 15 dias nós compramos o gás. O vatapá vendíamos a R$ 10, precisamos aumentar para R$ 12, e a maniçoba que vendíamos a R$ 12, foi para R$ 14”, lamentou.

O preço do gás de cozinha, assim como o da gasolina e o do diesel, é influenciado por impostos federais como o ICMS, que correspondem a 18% do valor cobrado. Do total, a Petrobras fica, em média, com 46% do preço do produto, e as distribuidoras e revendedoras com 36%.

Fonte Roma News 

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