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Cemei em Alter do Chão promove Semana dos Povos Indígenas com pesquisa e atividades lúdicas

Atividades fazem parte da celebração do Dia do Índio, 19 de abril
O Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Profª. Marilda Vasconcelos Soares Borari, localizado na Vila Balneária de Alter do Chão, está realizando desde o dia 19 de abril, data em que é celebrado o Dia do Índio, a Semana dos Povos Indígenas. A programação está sendo realizada de maneira remota e segue até amanhã, 30. O evento online aborda o tema ‘Etnogenese Borari’ que é trabalhado pelas professoras das turmas do berçário ao pré-escolar II. O Cemei faz parte da rede de ensino da Prefeitura de Santarém/Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A Semana dos Povos Indígenas ocorre em duas etapas. Na primeira, de 19 a 23, foi realizada pesquisa, socialização, atividades remotas e ornamentação do espaço. Já na segunda etapa, de 26 a 30, atividades e culminância com a ‘mesa da fartura’.

Legenda da foto 2: Professores reuniram-se para ornamentar o espaço.

Os resultados da pesquisa e os dados coletados pelas professoras serão aplicados como atividades de embasamento escrito, notório saber, pesquisa de campo. Haverá encenação de lendas, ensaio fotográfico, oficina de teçume, sementes e roda de conversa.

O objetivo geral é aprofundar a pesquisa sobre os povos indígenas, a etnia borari e outras principais etnias do oeste do Pará (Amazônia), seus costumes e modo de viver. O indígena aldeado e o não aldeado, a educação indígena, saúde, rituais, a aculturação, a língua (dialeto), resistência, direitos, artesanato, culturas agrícolas e sobrevivência, tudo isso está sendo refletido durante a programação.

De acordo com a coordenadora do Cemei, Ana Lúcia Vasconcelos, a Etnogenese, traz a miscigenação amazônica de índios, negros, brancos, caboclos e ribeirinhos. “Somos todos herdeiros da floresta e temos o sangue dos povos primeiros. No entanto, os desafios de hoje não são os mesmos de ontem. A resistência de muitos povos indígenas vão além de guerras tribais e demarcação de terras. São principalmente, a legalidade de seus direitos, o reconhecimento humano do indígena de ser aceito e respeitado”, salientou Ana.

Confira a programação:

Berçário – Saúde (rituais de cura, plantas medicinais, vacinas, partos e outros)

Maternal I – Educação e Língua Nheengatú/Yeengãtu (educação informal/indígena, notório saber, língua materna)

Maternal II A – Alimentação (culinária, caça e pesca, agricultura e coleta)

Maternal II B – Religiosidade e Mitologia Indígena (mitos, deuses, lendas e contos dos encantados, rituais)

Pré Escolar I e II – Artesanato e Grafismo (sementes, teçumes de palhas, jacitara, tucumã, sisal e outros)

O recebimento e entrega das atividades remotas fazem parte da programação.

Blogdocarpê com informações Agência Santarém 

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