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Defesa Civil faz levantamento de danos para decretação de situação de emergência em Santarém

A coleta de dados está sendo feita junto a vários órgãos para mostrar em números os transtornos causados pela enchente.
Área do Mercado Modelo é uma das mais afetadas por alagamentos — Foto: Reprodução/Redes sociais

Defesa Civil do Estado e do município de Santarém, no oeste do Pará, têm reunido informações para subsidiar um parecer que indicará ao prefeito Nélio Aguiar (DEM), a necessidade de decretação de situação de emergência em razão da enchente dos rios.

"Buscamos o auxílio da Defesa Civil do Estado para elaborar um parecer solicitando do prefeito a indicação da decretação de situação de emergência, em razão dos prejuízos, principalmente na várzea e no comércio", disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, Darlison Maia.

Os dois órgãos de Defesa Civil reuniram na tarde de quarta-feira (12) para tratar sobre o assunto. Um levantamento de dados estão sendo feito junto a vários órgãos para mostrar em números os transtornos causados pela enchente, tanto em comunidades ribeirinhas quanto no central comercial da Santarém que está com várias ruas alagadas, o que impacta no movimento do comércio com queda nas vendas.

“Estamos coletando dados do Sindilojas, Semed, Semsa, dos prejuízos causados no comércio e na várzea. E com Semap e Seminfra, o prejuízos que já foram causados. Por exemplo, a Semap, na agricultura familiar. A Seminfra no comércio, a instalação de bombas, construção de passarelas, pra gente poder inserir no parecer pra ser enviado tanto para o estado quanto para o governo federal, sobre a necessidade de decretação da emergência no município de Santarém”, explicou Darlison Maia.

Bombas de sucção foram instaladas pela prefeitura em vários pontos da Orla entre a travessa Joaquim da Costa Pereira e a travessa Padre João. Porém, a água tem acumulado em vários pontos da avenida Tapajós e nas vias transversais. Em lojas que possuem porões, a água já tomou conta e bombas d'água ficam ligadas quase que 24 horas por dia pra escoar a água e evitar que as lojas sejam alagadas.

Transtornos na várzea

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, na região de várzea, embora os moradores estejam acostumados com a enchente, o vaivém das águas, por se tratar de um fenômeno natural, por vezes surpreende as comunidades com um volume muito maior de água que o esperado, como este ano, embora o nível do rio esteja abaixo da marca registrada no mesmo período de 2009, quando foi registrada a maior enchente no município, já causa prejuízos.

"Hoje ainda estamos abaixo de 2009, mas a cheia já afetou comunidades e residências. Muitas residência, inclusive, levantaram os assoalhos depois da cheia de 2009 para não perderem móveis e utensílios com o alagamento. Mas quem não teve condições, está tendo transtornos. A situação está ficando complicada para muitas famílias", observou Darlison Maia.

De acordo com levantamento realizado pela Defesa Civil, em Igarapé Açu, das 14 residências existentes, 9 já foram afetadas. Nas comunidades Arapemã, Aritapera e Lago Grande, a situação também inspira cuidados e requer ajuda aos moradores.

*Com informações de Cissa Loyola, da TV Tapajós e G1 Santarém 

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