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Prevenção à Doença de Haff: Grupo técnico para estudo de rastreabilidade da cadeia do pescado é criado em Santarém

Objetivo é monitorar e controlar o pescado na região, assim, o consumidor terá o conhecimento da origem das espécies consumidas

Um grupo técnico para estudo de rastreabilidade da cadeia do pescado em Santarém foi criado, na manhã desta quinta-feira (16), em uma reunião no Centro Municipal de Informação e Educação Ambiental (Ciam) pela Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap). O objetivo é mapear todo o caminho percorrido das espécies desde a captura nos rios até a comercialização em feiras e mercados e em restaurantes. A medida dá prosseguimento às estratégias de prevenção e de controle contra a Doença de Haff, popularmente conhecida como ‘Doença da Urina Preta’. Na ocasião, mais de quinze instituições estiveram presentes em buscas de alternativas para combater a crise que afeta o setor pesqueiro.
O grupo de pesquisa contará com a presença da Secretaria de Agricultura e Pesca (Semap); Instituto Federal do Pará (IFPA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará); Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).

De acordo com o engenheiro de pesca da Semap, Sandro Diniz, a rastreabilidade permitirá todo o histórico do pescado, tais como espécie, procedência, manejo, análise físico-química, biológica e microbiológica da água.
“Sabemos que já existem pesquisas aprofundadas realizadas pelos laboratórios para investigar os possíveis agentes causadores, a partir das amostras coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios pacientes acometidos pela doença. Nossa ideia é realizar um diagnóstico de toda essa cadeia por meio de rastreabilidade, para que possamos assim garantir a segurança para quem compra ou comercializa o pescado”, informou o engenheiro.

Além desta medida, as instituições aprovaram outras estratégias, como:

Divisa, Vigilância Sanitária e Adepará – Estas instituições irão intensificar as fiscalizações nas feiras e mercados com orientações pedagógicas principalmente no aspecto de manipulação e acondicionamento.

Marinha do Brasil – Realizará a inspeção nas fronteiras em conjunto com a Adepará no controle de não permitir a entrada das três espécies de pescados proibidas, oriundas do Estado do Amazonas. Sendo: Tambaqui, pirapitinga e pacu.

Comissão da Câmara de Vereadores e Centro Regional de Governo – Irão dialogar tratativas para buscar apoio aos pescadores de cunho político no nível federal e estadual.
Problemas econômicos e sociais

O secretário da Semap Bruno Costa, em seu pronunciamento, afirmou que mais de 7 mil pescadores em Santarém foram atingidos diretamente pela crise.

“É um número bastante expressivo, tendo em vista que o município vive basicamente da pesca. Nessas duas semanas já perdemos a comercialização de aproximadamente 400 t de pescado. Isso nos preocupou muito, pois não atingiu somente os pescadores, mas sim toda uma cadeia. Nós defendemos que o consumo do pescado continue a acontecer", relatou Bruno.

Fiscalização em pontos de venda do pescado

Segundo a Coordenadora da Divisão de Vigilância Sanitária em Santarém, Helen Silvestre, a equipe segue fiscalizando diversos pontos de comercialização de pescado na cidade, a fim de orientar os pescadores e população.

“Estamos incansavelmente nos pontos de comercialização do pescado, principalmente no Mercadão 2000, Feira do Pescado, Porto dos Milagres e Feira de Santana com ações educativas. As ações contam com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), da Polícia Militar estadual e outras instituições de fiscalização”, contou Helen.

Estiveram presentes no encontro as instituições: A Prefeitura de Santarém por meio das Secretarias de Agricultura e Pesca (Semap), Saúde (Semsa) e Meio Ambiente (Semma); Câmara de Vereadores de Santarém; Centro Regional de Governo; Instituto Federal do Pará (IFPA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ); Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater); Ministério Público Estadual do Pará (MPPA); Secretaria de Estado da Saúde do Pará (Sespa); Capitania dos portos de Santarém; Colônia de Pescadores Z-20, Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Baixo Amazonas (Mopebam) e demais órgãos do setor pesqueiro.

Blogdocarpê com informações Agência Santarém 

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