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Ex-agente do Detran de Parauapebas é condenado a 14 anos de prisão por receber propina


Crédito: Reprodução/PC

O agente do Departamento de Trânsito do Estado (Detran) de Parauapebas, Diógenes Samaritano dos Santos, que já foi do Departamento Municipal de Transito e Transporte Urbano (DMTU), em Marabá, foi condenado a 14 anos e sete meses de prisão, nesta terça-feira, 23. Ele ficou muito conhecido depois de ter sido preso acusado de matar a própria esposa.

Mas a condenação dele foi motivada por outro crime, ele apreendia ilegalmente Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e documentos de veículos com alguma pendência com o órgão de trânsito e entregava depois, somente por meio de pagamento de propina.

O crime foi descoberto logo após o feminicídio que vitimou Dayse Diana Sousa e Silva (esposa do acusado), no dia 31 de março de 2019, ocasião em que a Polícia Civil foi à residência do casal, onde o crime aconteceu, no Bairro Parque dos Carajás, em Parauapebas, e lá descobriu nada menos de 300 documentos de veículos e Carteiras Nacionais de Habilitação de populares, espalhados pelo imóvel.

Segundo a polícia, os documentos foram apreendidos durante o trabalho de Samaritano como agente de trânsito, em Blitzen de rotina em Parauapebas.

Ele apreendia o documento e depois só devolvia mediante pagamento de propina. Diante disso, a polícia abriu uma investigação só para tratar especificamente desse caso. Durante o inquérito foi descoberto que Samaritano teria, inclusive, fornecido o número do seu telefone celular para que as vítimas pudessem entrar em contato posteriormente para combinar o local, data e horário para a entrega da vantagem indevida (propina).

Perante a autoridade policial, o acusado permaneceu em silêncio. No decorrer das investigações foram identificadas nada menos de nove vítimas e ficou claro que Diógenes Samaritano incorreu no crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro (CPB), pois, na qualidade de funcionário público, exigia explícita e implicitamente vantagem indevida de particulares, retendo os documentos pessoais das vítimas, abusando de sua autoridade pública como meio de coação.

Com informações do Portal Correio de Carajás

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