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Trotes passados ao Ciop reduzem em mais de 40% no Pará


Crédito: Reprodução/Agência Brasil

Receber informação falsa, que atrapalha o trabalho de quem lida com a vida e a segurança da população, era um problema recorrente na rotina do Centro Integrado de Operações (Ciop). Em 2019, foram registrados 97.406 trotes. Desde o início da campanha massiva de educação e conscientização, os números começaram a reduzir. Em 2020, de janeiro a novembro, 71.596 ligações falsas foram feitas. Este ano, até o momento, foram computadas 31.512 ocorrências.

A redução no número de trotes mostra que a estratégia de investir em educação é positiva e deve ser contínua. A proposta da Segup é dar segmento às ações, principalmente com o público infantojuvenil, que concentra as faixas etárias que mais fazem esse tipo de ligação.

De acordo com Ciop, as pessoas que trabalham com o atendimento das chamadas 190 têm preparação técnica para identificar um trote. São perguntas que são feitas ao atender ao chamado que ratificam e dão segurança para que aquela ocorrência seja real. Quando é identificado que a pessoa fica nervosa ao responder, ou então repassa respostas evasivas, o atendente já identifica o trote e nem segue adiante.

Mesmo com todo cuidado e experiência dos atendentes, algumas histórias são tão bem contadas que passam pelo crivo, mobilizando despachantes e agentes de segurança. A chamada falsa, além de crime, gera prejuízos sociais. Se for confirmada a intenção de comunicar denúncia falsa, e identificados os autores, ou seus responsáveis legais, caso sejam menores de idade, é possível caracterizar o ocorrido como crime previsto no Artigo 340 do Código Penal Brasileiro, que prevê aplicação de multa e/ou até seis meses de prisão.

Com informações da Agência Pará

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