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MPF questiona prefeituras e hospitais do oeste do Pará sobre medidas para evitar colapso nos atendimentos

Entre os dados solicitados estão informações sobre estoque de oxigênio hospitalar. Ofícios estabelecem prazos para as respostas que variam entre 72 horas e três dias úteis.
MPF questiona prefeituras e hospitais do oeste do Pará sobre medidas para evitar colapso nos atendimentos — Foto: Divulgação/HU-UEPG

Ofícios do Ministério Público Federal foram encaminhados a prefeituras e Hospitais Regionais do oeste do Pará pedindo informações sobre as medidas preventivas contra o agravamento da pandemia de Covid-19 na região, sobretudo para evitar o rápido esgotamento da capacidade de atendimento dos serviços de saúde, como o que ocorre em Manaus (AM).

Os documentos solicitando as informações foram despachados na sexta-feira (15) às prefeituras de Santarém e de municípios da região de Itaituba (PA) e aos Hospitais Regionais do Baixo Amazonas, em Santarém, e do Tapajós, em Itaituba, e estabelecem prazos para as respostas que variam entre 72 horas e três dias úteis.
Ofícios foram enviados à secretaria de saúde e prefeitura de Sanatrém, além do HRBA — Foto: Kleberson Santos/Agência Pará

Aos municípios e ao Hospital Regional do Tapajós, o MPF requisitou dados sobre estoque de insumos, em especial, o oxigênio nos três tipos de sistemas: concentrador de oxigênio, sistema líquido e oxigênio pressurizado em cilindro de metal. Também foram solicitadas informações sobre o planejamento de medidas, iniciativas preventivas que estão sendo adotadas e quais as principais dificuldades enfrentadas.

Ainda conforme o MPF, ao Hospital Regional do Baixo Amazonas foram requisitadas informações sobre qual porcentagem de leitos de UTI destinados à pacientes com covid-19 estão ocupados e quantos estão na fila de espera por vaga no hospital.
Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba — Foto: Jader Paes/Agência Pará

À Secretaria de Saúde de Santarém, o MPF requisitou resposta sobre quais medidas estão sendo adotadas para evitar possível segunda onda da pandemia no município, inclusive, informações relativas à realização de várias festas com aglomerações, sobre baixo número de testes sendo realizados, e sobre a lotação quase total de leitos de UTI na cidade.

Já para a prefeitura de Santarém, o órgão ministerial pediu informações sobre se o município conta com plano de contingência para eventual segunda onda da doença. Caso o município tenha plano, o MPF solicita cópia do documento. Se o plano não tiver elaborado, o MPF requisita resposta sobre os motivos da gestão municipal entender não ser necessária a elaboração do documento.

Considerando a conjuntura sociopolítica da região Oeste do Pará, onde Santarém é cidade-polo – o que faz com que diversos moradores da região busquem atendimento médico especializado na rede pública do município – o MPF também requisitou à gestão da Prefeitura de Santarém que informe se existe comunicação com os demais gestores municipais da região para elaboração de um plano de emergência caso ocorra uma segunda onda da doença, com sugestão de levantamento da capacidade da rede pública em cada município, fortalecimento da regulação e estabelecimento de protocolos para encaminhamento de pacientes entre as cidades da região.

Fonte G1 Santarém 

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