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Desconfiança sobre venda de lotes gera conflitos na ocupação do Juá, em Santarém

Polícia Militar precisou ser chamada para conter a revolta dos moradores, que acusam a presidente da associação de moradores de vender lotes em área de uso comunitário.
Moradores demarcaram terrenos às margens da rodovia Fernando Guilhon, em Santarém — Foto: Tracy Costa/G1

Revoltados com a possibilidade de que a presidente da associação de moradores da ocupação do Juá, localizada na grande área do Santarenzinho, em Santarém, no oeste do Pará, esteja vendendo lotes em área de uso comunitário, um grupo de moradores promoveu, nesta quarta-feira (10), uma manifestação. Para manter a ordem no local, a Polícia Militar foi acionada.

A área reivindicada pertence ao município, e no local há projetos para construção de escolas e demais espaços públicos. Ocorre que, segundo os moradores, alguns metros da área já teriam sido repassados a terceiros de forma irregular pela presidente da associação.

Por isso, o local, que fica às margens da rodovia Fernando Guilhon, foi tomado por moradores que chegaram a derrubar uma estrutura que seria o novo barracão comunitário, mas estava em desacordo com o que havia sido decidido, e demarcar lotes de terreno, com o objetivo de impedir as vendas.

Sobre o ocorrido, Maria Margareth Teixeira, presidente da associação de moradores do Juá, disse que foi ela quem acionou a Polícia e que trabalha em prol dos moradores.

“Isso que está acontecendo aqui é muito errado! Eles estão tirando a madeira e levando, sendo que esse foi um esforço nosso, essa madeira foi comprada com muito sacrifício. Esse barracão foi pensado para comunidade, pra ser um local onde aconteçam as ações de saúde e cidadania”, disse.
Estrutura construída pela associação foi derrubada por moradores — Foto: Tracy Costa/G1

Por outro lado, o grupo de moradores insatisfeito com a atual gestão da associação desconfia da presidente e pede a saída dela por não se sentirem mais representados.

“Nós nos reunimos hoje [quarta-feira] porque estamos revoltados com a atual gestão da associação na pessoa da presidente do bairro, Margareth. Ela cobra uma taxa mensal de R$ 25, esse dinheiro a gente não vê pra onde vai. Essa é uma área que era pra ter escola, posto de saúde e um posto policial, se tornou cheia de mato, só condiz com a prática de homicídios e roubos. A gente quer ela fora daqui”, explicou o morador João Felipe Colares.

Ainda segundo o morador, o antigo barracão era um espaço onde todos recebiam assistência médica, e a presidente da associação vendeu.

“Ela só sabe dizer que a área é nossa por causa dela, e isso não é verdade. Nós é que lutamos! Esse ato de hoje não foi pra invadir e lotear terreno, mas para tirar ela da associação. Porque ela fez isso tudo aqui sem comunicar o povo, ela não tem autoridade para fazer nada disso”, finalizou João.

Fonte G1 Santarém 

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