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Justiça suspende júri popular de autor da chacina de Paca; Fórum em Santarém não tem atendimento presencial

Julgamento de Mauro Barrozo estava marcado para 18 e 19 de março, mas foi suspenso até reclassificação do bandeiramento da região. Ele responde pela morte de 3 e tentativa contra um.
Mauro Barrozo responder pela morte de 3 e tentativa contra uma pessoa — Foto: Sílvia Vieira/G1

O plenário do júri popular que vai julgar o caso da chacina de Paca, que aconteceu em maio de 2019 em Belterra, no oeste do Pará, foi suspenso devido a pandemia da Covid-19. O julgamento estava marcado para os dias 18 e 19 de março. Mauro Barrozo, autor confesso do crime, responde pela morte de três e tentativa de homicídio contra uma quarta pessoa.

A decisão pela suspensão do Tribunal do Júri foi do juiz Gabriel Veloso, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém, e tem data de 1º de março. Conforme o magistrado, a suspensão foi necessária em virtude da pandemia. Uma portaria do dia 18 de janeiro impossibilita, por tempo indeterminado, o atendimento presencial do Fórum da Comarca de Santarém.

"Assim, considerando que atualmente a região do Baixo Amazonas encontra-se em bandeira vermelha determino a suspensão deste feito até ulterior modificação", diz um trecho da decisão.

Assim que a região tiver a reclassificação de bandeiramento e o atendimento presencial for retomado, o juiz determinará o retorno dos autos processuais para designar nova data da realização de plenário júri.

Gabriel Veloso decidiu ainda pela manutenção da prisão preventiva de Mauro Barrozo, pois não houve nenhuma situação fática ou jurídica no processo capaz de alterar a situação processual.

"Não existe possibilidade de aplicação de medida cautelar típica ou atípica diversa da prisão, pois se fosse imposta, seria inadequada e insuficiente, conforme demonstrado na fundamentação supra, ao menos nesse momento processual, este não possui condição de permanecer no convívio social sem acarretar abalo à ordem pública", registrou o magistrado na decisão.

Vítima e crimes

Mauro Barrozo responde pelas mortes de Pedro Boschetto, de 63 anos, Raimundo Silva de Paula, 43 anos, e Douglas Boschetto de Paula, 12 anos, e pela tentativa de homicídio contra Luís Jorge Boschetto.

Raimundo Silva de Paula e Pedro Hélio Boschetto: homicídio por motivo fútil sem que as vítimas pudessem se defender;
Douglas Boschetto: homicídio culposo por motivo fútil sem que a vítima pudesse se defender.
Luis Jorge Boschetto: tentativa de homicídio por motivo fútil sem que a vítima pudesse se defender.

A chacina

Mauro Barrozo está preso desde o dia 6 de junho. Ele foi capturado pelas polícias Civil e Militar, após 11 dias de buscas nas matas do município de Belterra. Mauro matou a tiros de espingarda: Pedro Boschetto, 63 anos, Raimundo Silva de Paula, 43 anos, e Douglas Boschetto de Paula, 12 anos, na comunidade Paca. Um filho de Mauro também foi encontrado morto, mas teria sido vítima de um tiro acidental dado pelo irmão.

O assassino confesso foi preso após descer de um ônibus na BR-163, à altura do bairro Matinha, zona urbana de Santarém. Ele estava acompanhado pela mãe e por seu filho Daniel. Os três caminhavam às margens da rodovia quando foram localizados por uma viatura do Grupamento Tático Operacional (GTO), depois de o motorista do ônibus avisar a polícia que ele havia pego a condução no quilômetro 72 e descido no bairro Matinha.

O assassino confesso foi preso após descer de um ônibus na BR-163, à altura do bairro Matinha, zona urbana de Santarém. Ele estava acompanhado pela mãe e por seu filho Daniel. Os três caminhavam às margens da rodovia quando foram localizados por uma viatura do Grupamento Tático Operacional (GTO), depois de o motorista do ônibus avisar a polícia que ele havia pego a condução no quilômetro 72 e descido no bairro Matinha.

Fonte G1 Santarém 

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