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Pará é o estado brasileiro com menor percentual da população vacinada contra Covid-19

Rede de saúde está pressionada no estado, com 81% dos leitos públicos de UTI ocupados.
Pará é o estado com menor percentual da população vacinada; rede de saúde está pressionada

O Pará é o estado com menor percentual de vacinados no Brasil. Os casos voltaram a se multiplicar no estado e a rede de saúde continua sob pressão. Nesta sexta (12), o estado alcança a marca de 81,62% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

A aposentada Sônia Maria Cunha, de 66 anos, é uma das que aguardam as doses da imunização. "A vacina é importante, sim, para que a gente não tenha medo, par que fique tudo bem e dê tudo certo".

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Ricarfo, explica que a velocidade da aplicação dos imunizantes "depende da estrutura de saúde que os governos estaduais e municipais administram".

"O Pará não é um dos estados que têm tido uma velocidade muito alta na aplicação nas doses que chegam. O número de vacinas que a gente tem, comparado ao de vacinados, é uma porção irrisória da população".

Segundo o governo do Pará, o estado já vacinou mais da metade (62%) dos grupos prioritários, entre idosos e profissionais de saúde. No entanto, apenas 2,80% da população receberam a primeira dose.

O governo afirma que as doses enviadas pelo Ministério da Saúde, que totalizam 542.640 vacinas, não são proporcionais ao tamanho da população de mais de 8 milhões de pessoas, e que tem procurado novas parcerias.

"Além do diálogo com o MS, também dialogando com embaixadas, fazendo propostas de intenção de compra, através de Fórum de Governadores, do consórcio de governadores da Amazônia, portanto, buscando todas as alternativas possíveis, para aumentar a oferta de vacina", afirma o governador Helder Barbalho.

Enquanto as doses não chegaram para todos, restringir atividades e seguir as recomendações de saúde são, de acordo com especialistas, as únicas alternativas para se proteger da Covid-19.

"Lockdown e fechamento do comércio não essencial, nesse momento, é a única alternativa que a gente tem, não temos vacina disponível, nem a população imunizada para conseguir conter esses casos", afirma Diego Xavier, pesquisador da Fiocruz.

"Se a gente não fizer isso, nos próximos dias a gente vai ver, infelizmente, pessoas morrendo em ambulâncias, nas suas casas e não tendo sequer dignidade de ser atendida adequadamente dentro de um hospital".

Ações de imunização

Mulheres que integram o movimento voluntário 'Unidos pela Vacina' se esforçam para fortalecer as ações de imunização.

Marilena Loureiro, líder do núcleo Belém e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), diz que "o objetivo central é ajudar as prefeituras no sentido de que consigam compor condições de fazer o processo de imunização se acelerar"

"É nosso desafio que todos os municípios paraenses, por meio dos seus secretários de saúde, encampem a campanha. A gente precisa de um esforço coletivo, se trata de uma questão absolutamente, urgente, importante, necessária".

O que diz o Ministério da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição de doses para os estados se dá de forma proporcional e igualitária, para garantir a imunização dos grupos prioritários, definidos pelo Plano Nacional de Vacinação.

A pasta também informou que o cronograma de distribuição de vacinas está sujeito a constantes alterações porque depende da produção dos insumos pelos fornecedores e da entrega dos laboratórios fabricantes.

Por G1 PA 

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