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Pessoas portando falsa permissão para viajar são levadas para delegacia de Santarém após serem flagradas em embarcação

Segundo os passageiros, os documentos eram vendidos pela tripulação no porto de Manaus por preços que variavam de R$ 70 a R$ 300.

Documentação falsa foi apresentada ao delegado de Polícia Civil em Santarém — Foto: Jonathan Coimbra/TV Tapajós

Duas pessoas foram apresentadas a 16ª Seccional de Polícia Civil de Santarém, no oeste paraense, na tarde desta sexta-feira (5) após serem flagradas dentro de uma embarcação com falsa permissão para viajar. No momento da abordagem, 62 pessoas apresentaram a documentação falsa, que era vendida em Manaus, no Amazonas, de onde o barco saiu, por preços que variavam de R$ 70 a R$ 300.

A apresentação da documentação é cobrada por conta do risco de contaminação pelo novo coronavírus. A abordagem da Vigilância Sanitária à embarcação, que estava com 108 passageiros, foi realizada ainda no meio do rio em chamado das equipes da Polícia Militar e Capitania dos Portos.

Em entrevista à TV Tapajós, o chefe de fiscalização da Vigilância, Marcelino Xavier, alguns passageiros eram de cidades vizinhas, mas de Santarém tinha sete pessoas com esse documento. “Tivemos a informação de que essa documentação estava sendo vendida em Manaus, onde estavam oferecendo a quem não tinha essa permissão para viajar. As pessoas já adquiriam essa documentação junto com a passagem para poder desembarcar em Santarém”, contou.

Ainda segundo Marcelino, a situação causou estranheza porque as pessoas que procuram o órgão para emitir essa autorização são, em sua maioria, de baixa renda. “A autorização verdadeira é emitida por pessoa, tem a nossa assinatura, o carimbo e a nossa formatação; já essa falsificada, é, nitidamente, amadora”, ressaltou o chefe de fiscalização.

Os passageiros com irregularidades na documentação foram apresentados à delegacia, pelo crime de uso de documentação falsa, previsto no código penal. O caso foi apresentado ao delegado de Polícia Civil, Herbert Farias.

Delegado de Polícia Civil, Herbert Farias Jr. — Foto: Jonathan Coimbra/TV Tapajós

Ao delegado, em depoimento, os passageiros disseram que estavam retornando da capital amazonense depois de passar por tratamento de saúde. “Foi instaurado inquérito policial e ainda estamos ouvindo depoimento, mas constatamos que esse é um documento falso, que está sendo escaneado por proprietários e comandantes de embarcações da linha Manaus/Santarém.

À Polícia, passageiros contaram que esse “procedimento” tem sido feito lá no porto de Manaus: no momento do embarque, as pessoas pagam as passagens e junto com o bilhete os tripulantes dão também esse documento autorizando o desembarque em Santarém.

“O proprietário da empresa, dono da embarcação, deve ser chamado para comparecer a delegacia, juntamente com o comandante do navio, porque temos conhecimento de diversos áudios de conversa nas quais o comandante oferece esse 'serviço'. Os aparelhos celulares foram apreendidos e devem ser periciados. Há outras pessoas envolvidas na emissão dessas autorizações falsificadas. Isso tudo configura a falsificação de documento público”, explicou Herbert.

À TV Tapajós, o proprietário da embarcação Amazon Star, disse que foram notificados pela Polícia, mas desconhece qualquer irregularidade com relação à documentação falsa, e que a embarcação possui autorização da Secretaria Municipal de Saúde e da Capitania dos Portos para viagens.

Fonte G1 Santarém 

Um comentário:

  1. Bom dia... Vale ressaltar que MTS pessoas não sabem como tirar essa autorização... Precisam voltar pra casa e o poder público não dispõe do serviço direcionado ao público que precisa viajar... As informações sobre como tirar a autorização se desencontram e o viajante fica sem saber o que fazer .. é preciso respeito com os passageiros que MTS vezes só querem voltar pro seu lar...

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