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Mulher que esfaqueou moradora do residencial Salvação será indiciada por homicídio, diz PC

 Ruth Vasconcelos alegou uma série de desavenças com a vítima Regiane Freitas para tentar justificar o crime.Imagens divulgadas nas redes sociais 

mostram momento em que a vítima foi agredida e esfaqueada — Foto: Reprodução/Redes sociais

À frente do inquérito que apura o esfaqueamento que levou à morte Regiane Freitas Tavares, 30 anos, que era moradora do residencial Salvação, em Santarém, oeste do Pará, o delegado Gustavo Ceccagno, da UIP Santarenzinho, disse nesta segunda-feira (5) em entrevista à TV Tapajós, que a autora do crime identificada como Ruth Vasconcelos vai responder por homicídio.

O crime aconteceu no dia 21 de março, durante uma briga entre Ruth e Regiane, no Residencial Salvação. Naquele dia, Regiane foi levada em estado grave ao Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, onde passou 13 dias internada e faleceu por volta das 12h30 do último sábado (3). Antes do óbito, a autora das facadas estava qualificada por crime de tentativa de homicídio.

"A autora estava sendo investigada na tentativa de homicídio qualificado, e com a morte da vítima, ela passa a responder por homicídio. Já foram encaminhadas algumas imagens para a perícia e estamos encaminhando outras que tivemos acesso. Já ouvimos 9 pessoas e ainda tem duas pessoas para serem ouvidas", contou o delegado Gustavo Ceccagno.

Segundo o delegado, Ruth Vasconcelos se apresentou à autoridade policial no dia 24 de março, três dias após o crime, acompanhada de advogado. "Ela confessou o crime, contribuiu na forma dela para as investigações, disse que era situação antiga, que durante 15 dias houve confusões com Regiane na vizinhança, mas nada justifica. Com a morte da vítima, o homicídio não se enquadraria em motivo torpe ou fútil, mas o motivo é dela", explicou Ceccagno.

Relatos de vizinhos dão conta de que dias antes de Regiane esfaqueada, ela andava com faca e com revólver pelo residencial e já teria ameaçado outras pessoas.

Sobre o fato de várias pessoas terem presenciado as agressões à Regiane Freitas sem interferir, o delegado disse que nenhuma delas será indiciada indiciada em função do risco que havia no local.

"Não se podia exigir das pessoas que estavam ali, que colocassem suas vidas em risco quando não. Algumas até relataram que temiam que Regiane também estivesse armada, pois dias antes ela andava armada pelo residencial. A Ruth estava com arma branca em punho e poderia ferir outra pessoa que tentasse apartar a briga", esclareceu Ceccagno.

*Colaborou Érique Figueirêdo, da Tv Tapajós

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