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Prisão de chefe da Casa Militar do Pará foi pedida após tentativa de intimidar membros do MP, diz denúncia


Crédito: Marcelo Seabra / Ag. Pará

Após o pedido de prisão preventiva do atual chefe da Casa Militar do Governo do Estado, Coronel Osmar Vieira da Costa Jr, veio a público a tentativa de intimidação por parte do Coronel a membros do Ministério Público do Estado.

O MP pediu a prisão de Costa Jr após uma investigação do órgão sobre desvios de dinheiro público durante a pandemia, ter apontado indícios do suposto envolvimento do Coronal na compra irregular de garrafas pets que seriam usadas para envasar álcool gel na rede pública estadual.

Para “abafar o caso”, o chefe da Casa Militar do estado teria se aproveitado do cargo e da influência no governo para tentar intimidar o procurador responsável pela denúncia. A ação é mencionada no documento apresentado pelo MP.

“A ação do acusado coloca em risco a integridade física tanto dos membros do Ministério Público responsáveis pela ação penal ora em curso, como eventuais cidadãos que não queiram colaborar com as ilegalidades perpetradas por si e pelos demais agentes de segurança pública a seu serviço”, aponta o documento.

Ainda na denúncia, o MP aponta que Costa Jr recebeu informações privilegiadas sobre fatos envolvendo procuradores e um suposto repasse de informações sobre as investigações a um jornalista. O coronel teria contado com ajuda de um Policial Federal cedido ao estado, para tentar coagir os envolvidos.

Segundo testemunhos, o policial foi até o prédio onde mora o jornalista e teria pedido imagens das câmeras de segurança para a confirmar a visita do membro do MP, o que foi negado pelo porteiro, pois o mesmo não tinha autorização para liberar as imagens.

Outro relato que confirma a tentativa de intimidação do coronel, partiu do próprio funcionário do MP que chegou a ser seguido pelo mesmo policial federal mencionado pelo porteiro.

Ainda no pedido de prisão, a procuradoria informou à Justiça que o tal funcionário do Ministério Público, citado no relato, trata-se do atual Procurador Geral de Justiça do Ministério Público do Pará, Gilberto Valente Martins.

O procurador de fato, esteve no prédio, especificamente no mesmo dia e horário mencionados no relato policial. Valente foi um dos autores da Ação Penal contra Costa Jr e os demais denunciados.

Fonte Roma News 

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