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Garimpo em terra indígena no Pará cresce 363% em dois anos

De acordo com o estudo, a porcentagem equivale a um total de 2.274,8 hectares
Crédito: Ibama

A área degradada pelo garimpo na Terra Indígena (TI) Munduruku, no Pará, registrou um aumento de 363% nos últimos dois anos, segundo o levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) divulgado pelo jornal O Globo.

De acordo com o estudo, a porcentagem equivale a um total de 2.274,8 hectares. No município de Jacareacanga, que cruza com uma unidade de reserva, o crescimento foi de 269%, isto é, 4.633,2 hectares afetados pela atividade minerária. Os números apontam um avanço exponencial do impacto levantado por garimpeiros na região

No extremo sudoeste do Pará, há uma uma área considerada epicentro do garimpo ilegal, é uma das três terras indígenas mais afetadas pelo garimpo, junto com a Yanomami, em Rondônia, e os Kayapó, também em solo paraense.

Todas são visadas pela mineração de ouro. E os conflitos em decorrência da atividade têm se tornado cada vez mais frequentes. Segundo o pesquisador do ISA Antonio Oivedo, o avanço do garimpo na região encontra respaldo em ações e discursos do governo federal, que é a favor da exploração em áreas de reserva, já apresentados em projetos de lei para regulamentar a mineração em terras indígenas.

Ainda conforme a opinião do especialista, o chefe do poder também adota posicionamento que desvaloriza os direitos indígenas, o que acaba incentivando atividades clandestinas nas áreas de conservação. Enquanto isso, os ataques a lideranças indígenas continuam, na semana passada, Maria Leusa Munduruku, importante voz contra garimpeiros clandestinos, teve sua casa e seus parentes incendiados por um grupo armado.

Com informações do jornal O Globo

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