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Valor de taxa extra cobrada na conta de luz deve subir mais de 60% a partir de julho

Valor da taxa extra que entrará em vigor no próximo mês pode variar entre R$10 a R$12 a cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos
Crédito: Reprodução/Pixabay

De acordo com previsões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o valor cobrado da bandeira vermelha 2, o patamar mais alto do sistema de tarifação de energia elétrica, deve subir mais de 60% a partir do próximo mês. A Aneel pretende aumentar os valores das bandeiras tarifárias por meio de uma taxa extra que é acionada quando o custo da geração de energia sobe, o que é a realizade vivida em 2021 por causa da crise nos reservatórios das hidrelétricas. Atualmente, o Brasil conta com 22 mil megawatts (MW) de potência em geração térmica. No entanto, parte deste montante, equivalente a 20%, está indisponível por diversas razões. Por isso, há um limite técnico para a geração por termelétricas que encarece ainda mais o valor para o consumidor final.

Os custos adicionais ainda estão sendo calculados, e os novos valores devem ser anunciados ainda no final deste mês. Atualmente, é cobrado R$ 1,34 a cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos na bandeira amarela; R$ 4,16 na bandeira vermelha 1; e R$ 6,24 na vermelha 2. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. De acordo com os cálculos da Agência, o novo valor da bandeira vermelha 2 deve ser equivalente a R$ 10.

No entanto, analistas do setor estimam ser necessário um valor ainda mais alto, próximo a R$ 12 na bandeira vermelha 2 para que seja possível cobrir os custos extras provocados pela geração de energia por termelétricas. Essa bandeira deve vigorar pelo menos até o mês de novembro, quando terá início o período úmido na maior parte do Brasil.

Segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia, a geração extra por termelétricas irá custar R$ 9 bilhões aos consumidores neste ano. Por isso a necessidade da Aneel reajustar o valor cobrado nas bandeiras tarifárias, como uma forma de cobrir esses custos. O reajuste que está sendo preparado para as bandeiras será o primeiro aumento desde 2019.

A Aneel defende as bandeiras porque sem elas, todo o custo extra seria repassado aos consumidores apenas no ano seguinte, com valores corrigidos. Desta forma, o consumidor acabaria pagando juros, o que não ocorre quando há o acionamento das bandeiras tarifárias.

Com informações do Extra

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