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Perícia criminal é realizada no aterro sanitário de Perema para desvendar origem de queimada

Peritos farão levantamento no local com registro fotográfico, imagem de drones e entrevistas com moradores.
Perícia criminal levanta informações para identificar causas da queimada no aterro de Perema — Foto: Érique Figueirêdo/Tv Tapajós

A queimada registrada em uma área do aterro sanitário de Perema, localizado na região da rodovia PA-370 (Santarém-Curuá-Una) em Santarém, oeste do Pará, é alvo de investigação da Delegacia Especializada em Crimes Agrários (Deca), que solicitou a realização de perícia criminal no local.

Os trabalhos da equipe de perícia já iniciaram e de acordo com o perito criminal Erick Coelho, uma série de informações serão levantadas, inclusive junto aos moradores para confecção de laudo e relatório que serão enviados à Deca ao final dos trabalhos.

"Nós da equipe do Instituto de Criminalística de Santarém fomos requisitos pela Deca para fazer perícias no aterro de Perema. Contamos aqui com equipe de engenheiros ambientais, sanitaristas e químicos, para verificar qual a real causa da queimada que provoca um grande volume de fumaça que tem afetado mais de 10 comunidades. A intenção é constatar o que causou o fogo, quais comunidades afetou", explicou o perito.

Ainda de acordo com Erick Coelho, estudos e pesquisas sobre queimadas registradas em outros lugares serão utilizados para fazer comparações sobre o que pode ter causado o fogo. "Vamos entrevistar alguns moradores para ver se as informações batem, também temos imagens de satélite e vamos fazer imagens com drone e registro fotográfico para comparar", contou.
Peritos vão utilizar imagens de drone e satélite para comparativos — Foto: Érique Figueirêdo/Tv Tapajós

A perícia deve ser concluída em um prazo de 10 dias úteis, mas caso seja necessário, o Instituto de Criminalística pode pedir a prorrogação desse prazo.

De acordo com o titular da Deca, delegado Jardel Guimarães, um inquérito foi aberto para apurar as causas da queimada e os danos causados, após a Procuradoria Geral do Município registrar boletim de ocorrência comunicando a queimada no aterro. "Solicitamos de imediato a perícia para constatar o dano ambiental e saber se a queimada é resultante de fatores naturais ou se foi provocada. Se tudo ocorrer dentro do esperado, devemos enviar o inquérito à Justiça dentro do prazo legal de 30 dias", disse.

Fumaça no aterro

No dia 28 de julho, moradores de ao menos seis comunidades do entorno do aterro de Perema interditaram o portão de acesso ao local, impedindo a entrada de caminhões da coleta de lixo. A manifestação foi a forma encontrada pelos moradores para cobrar do governo municipal um plano de desativação do aterro e uma solução para a fumaça que estava prejudicando as comunidades, segundo eles, há cerca de 3 meses.

Sem acordo com os manifestantes, a Prefeitura ingressou com uma ação contra líderes da manifestação e na manhã de sexta-feira (30) a Justiça determinou a imediata liberação da entrada do aterro.

Os moradores não ofereceram resistência ao cumprimento da decisão judicial, mas seguem cobrando da gestão municipal a desativação do aterro e continuam relatando problemas em decorrência da fumaça que sai do local, pois prejudica inclusive a visibilidade de condutores de veículos que trafegam pela PA-370.

Por Sílvia Vieira e Érique Figueirêdo, G1 Santarém e Tv Tapajós

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