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Barreira sanitária monitora entrada de pescado do Amazonas em feiras e mercados de Santarém

Município proibiu trânsito de três espécies devido aos casos suspeitos da Síndrome de Haff. Barreira é por tempo indeterminado.
Tambaqui é fisgado com isca incomum no Rio Araguaia. — Foto: Terra da Gente/Arquivo Pessoal

Para garantir pescado de qualidade na mesa dos consumidores em Santarém, no oeste do Pará, uma barreira sanitária entrou em funcionamento esta semana para fiscalizar a entrada de peixes que têm origem no estado do Amazonas. A ação é por tempo indeterminado.

As equipes especializadas da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) atuam em conjunto com outros órgãos do município, como vigilâncias sanitárias municipais, polícia militar estadual e outras instituições de fiscalização.

Decreto proíbe venda de tambaqui, pirapitinga e pacu vindos do Amazonas

O objetivo da ação é combater a entrada de peixes suspeitos de estarem contaminados e que podem transmitir a “Doença da Urina Preta”, vindos do estado do Amazonas, onde há casos confirmados da doença.

As ações são desenvolvidas nos portos localizados nas proximidades das feiras de comercialização de pescado. Santarém tem decreto que trata sobre a proibição do trânsito de peixes oriundos do estado do Amazonas, das seguintes espécies: Tambaqui (Colossoma macropomum); Pirapitinga (Piaractus brachypomus) e Pacu (Piaractus mesopotamicus).

Durante a fiscalização estão sendo feitas intercorrências e a conscientização junto aos feirantes, bem como nos portos onde são desembarcados pescados.

Na segunda-feira (13), em um dos portos foi constatado o desembarque de carga do peixe conhecido como Aracu (Leporinus freiderici), vindo do Amazonas. Na carga foram encontrados alguns peixes conhecidos como pacu (Piaractus mesopotamicus), que consta na lista de espécies proibidas, segundo o Decreto Municipal que trata da proibição. Esses peixes foram recolhidos e descartados.

“Para os feirantes e consumidores, essas ações são de fundamental importância para resguardar a saúde da população”, disse a fiscal estadual agropecuária, Cristiane Simões, que executa a ação de fiscalização ao lado do agente fiscal agropecuário, Jurandir Chagas.

Defesa

A Adepará realiza fiscalização periódica nos frigoríficos de pescado registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE), nos estabelecimentos de pescados, com origem do estado do Amazonas.

As amostras dos peixes fiscalizados são encaminhadas para teste para detecção desta doença, quando são avaliadas as suas condições organolépticas, que garantem a qualidade higiênico sanitária ao produto.

A Adepará sempre recomenda que o consumidor exija do fornecedor de pescado um produto com certificado sanitário do serviço de inspeção oficial, que garante a qualidade do alimento produzido. Qualquer cidadão que tenha conhecimento da suspeita ou confirmação de doenças dos animais ou mortalidade deve informar à Agência.

A ação de fiscalização e inspeção faz parte do trabalho realizado periodicamente pela Agência, que reflete diretamente no crescimento agropecuário do Pará e no interesse de grandes produtores de grãos, carnes, leite, ovos e pescado.

Fonte G1 Santarém 

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