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Saiba o que é a 'doença da urina preta' que pode ter sido causa de morte em Santarém


Crédito: Reprodução/Twitter @eumedicina

Um caso da doença de Haff está sendo investigado pela Secretaria municipal de Saúde do município de Santarém. A síndrome é chamada popularmente de “doença da urina preta”.

Um homem de 55 anos, identificado como Genivaldo Cardoso, foi internado e morreu no Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) com sintomas da doença de Haff.

A doença que pode ter sido a procedente da morte de Genivaldo, é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes e crustáceos. A substância gera danos no sistema muscular e em órgãos como rins.

Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo um enclave entre a Polônia e a Lituânia.

A doença de Haff gera uma rigidez muscular. Além disso, frequentemente ocorre como consequência o aparecimento de uma urina escura em função da insuficiência renal, razão pela qual essa expressão é utilizada para se referir à enfermidade.

Em artigo sobre a doença, médicos do Hospital São Lucas Copacabana explicam que ainda não houve confirmação sobre a natureza da toxina constante nos peixes cuja ingestão provocou a doença. Em alguns livros, ela está associada ao envenenamento por arsênico.

A dificuldade está no fato de que a toxina não tem nem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Ela também não é eliminada pelo processo de cocção do peixe.

Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias, como Cambaridae e Parastacidae.

Assim como no caso de Genivaldo, outros casos da doença registrados por estudos se manifestaram por meio de dores abdominais poucas horas após a ingestão de peixes que estavam com a toxina.

A doença teve os primeiros casos registrados no país no estado do Amazonas. Até o momento 44 casos foram confirmados

Fonte Roma News 

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