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UPA 24h está capacitada e é porta de entrada para atender pacientes com sintomas da doença de Haff

O paciente com sintomas deve procurar primeiro a UPA e após a internação será transferido para o HMS
A equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h inseriu um novo fluxo de atendimento para pacientes com sintomas da doença de Haff. Esse novo fluxo está baseado na nota técnica divulgada pelo governo do Estado por meio da SESPA e pela NOta Técnica divulgada pelo município por meio da Vigilância Sanitária e estão sendo aplicadas desde o dia 6 de setembro. A Unidade recebeu o primeiro caso suspeito no último dia 5 e neste momento já atendeu 4 pessoas com sintomas sugestivos para a patologia. Todos considerados casos suspeitos até o momento. A prefeitura do município está acompanhando os relatos desses pacientes, principalmente no que diz respeito a procedência do pescado.

O paciente com sintomas da doença conhecida como "doença da urina preta" recebe o primeiro atendimento na UPA e caso o médico avalie que é necessário internar, a pessoa é transferida para o Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo, que dá continuidade ao tratamento com retaguarda dos médicos especialistas. Caso seja necessário essa pessoa terá à assistência imediata dentro do setor de estabilização e da UTI.

Segundo a diretora geral da duas Unidades, Christiani Schwartz, todos os pacientes internados com os sintomas da doença são notificados pelo Nucleo de Vigilancia Epidemilogica Hospital que aciona a Vigilancia epidemilogica do Municipio e Estado. “Os casos suspeitos estão recebendo total atenção dentro do que nos foi orientado pelas notas técnicas do Estado e que do município divulgada na última sexta-feira. A nossa equipe recebeu todas orientações, principalmente para acionar de imediato a vigilância do município”, afirmou.

Hoje, 11 de setembro, o HMS já noticiou 4 pacientes como casos suspeitos da doença de Haff. Desses, um veio a óbito, um recebeu alta e dois estão internados. Todos fizeram o exame para identificar a patologia e até o momento aguardam o resultado.

O diretor técnico da Unidade, Dr. Vinícius Savino, explica que essa patologia pode aparecer após ingestão do peixe, pois os mesmo podem liberar toxinas prejudiciais ao corpo humano. “Quando o peixe ou mariscos não forem guardados e acondicionados de maneira adequada, eles criam uma toxina sem cheiro e sem sabor. Ao ingerir o produto, mesmo cozido, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras no sangue, ocasionando danos no sistema muscular e em órgãos como os rins”, explicou.

Sintomas

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.

Portal do Carpê com informações Agência Santarém 

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