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Apreendidas na operação 'Narcos Gold', aeronaves são destinadas à segurança pública do Pará e Amapá

Estados ficarão como fiel depositário até o fim da instrução criminal. Operação 'Narcos Gold' apontou que as aeronaves eram usadas no transporte de drogas em esquema que movimentou mais de R$ 1 bilhão com lavagem de dinheiro.
Aeronaves ficarão sob responsabilidade dos estados do Amapá e Pará até o final da instrução criminal — Foto: Divulgação

Duas das sete aeronaves apreendidas durante a operação "Narcos Gold", que investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, foram destinadas pela Justiça para uso provisório pelas secretarias de segurança público do Pará e do Amapá. A decisão foi tomada pelo titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Santarém, juiz Alexandre Rizzi.

As aeronaves Cessna Caravan 208B, matrícula PT-MEX e C208, matrícula PT-OGV, segundo a Polícia Federal, foram apreendidas em razão de sequestro cautelar por possuírem vínculo de uso no transporte de drogas.

As investigações apontaram que o esquema era chefiado por Heverton Soares Oliveira, conhecido como "Grota", um dos principais alvos da operação. Conforme a PF, há fortes indícios de que a aeronave Cessna de prefixo PT-MEX foi adquirida pelo investigado com recursos provenientes do tráfico de drogas.

Após as apreensões as duas aeronaves, as secretarias entraram com pedido para utilização das aeronaves.
Equipes inspecionando aeronaves destinadas ao Pará e Amapá — Foto: Divulgação

Ao Ministério Público, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp) informou que possui crescente solicitação na prestação de apoio no resgate em situações de necessidade, além de missões oficiais de interesse estatal e auxílio a demais órgãos.

Já a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) disse que tem forte atuação operacional diuturnamente no estado, no combate ao crime organizado, transporte de detentos, operações de combate a incêndios, transporte de órgãos, remoções aeromédicas, resgates e buscas aéreas, ações de defesa civil.

Após análise dos pedidos, o Ministério Público do Pará se mostrou favorável às representações, desde que cumpridos os requisitos para manter a conservação das aeronaves.

Na decisão, o juiz Alexandre Rizzi ressaltou que cada aeronave será devolvida aos proprietários em caso de absolvição ou pela comprovação de que não foram obtidas com recursos do tráfico.

As secretarias ficarão responsáveis pela hangaragem, manutenção, abastecimento e seguro aeronáutico. Foi determinado, ainda, que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emita em 30 dias o certificado provisório de registro e licenciamento para que as aeronaves fiquem livres de pagamentos de multas, encargos e demais tributos até o trânsito em julgado da sentença.

Operação "Narcos Gold"

A Polícia Federal deflagrou no dia 4 de novembro a operação "Narcos Gold" nos estados do Pará, Goiás, Tocantins e São Paulo, contra um grupo criminoso que movimentou com tráfico de drogas mais de um bilhão de reais.
Movimentações financeiras ocorreram entre 2017 e 2021 — Foto: Polícia Federal/Divulgação

As investigações apontaram que a movimentação financeira, que ocorria através de lavagem de dinheiro, começou ainda em 2017 e seguiu até o início de 2021, feita por pessoas pessoas físicas e jurídicas. A quadrilha atuava na região oeste do Pará.

A investigação revelou que o transporte das drogas era realizado por meio de aviões que partiam de outros estados até o oeste do Pará. Nesta região era feita a distribuição dos entorpecentes para outras unidades da federação.

Ainda conforme a PF, foi verificado ainda que o grupo utilizava garimpos de ouro como base para pousos e decolagens no transporte de drogas e, também, como fachada para lavagem de dinheiro.

Fonte G1 Santarém 

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